O Clipe de hoje é de uma bela canção nordestina "Nordeste Independente" de Ivanildo Vilanova e Bráulio Tavares, música escrita na década de 80, durante uma onda crescente de preconceito e discriminação contra o povo nordestino.
Tão antiga e tão atual, diante hoje dos mesmos problemas da época em que fora escrita, a música nos mostra uma ideia antiga a da separação do Brasil em alguns "brasis" e mostra, de forma utópica, como seria esse novo país chamado Nordeste e os benefícios trazidos com essa separação.
No Blog Dr Zem encontrei um trecho de uma entrevista de Braulio Tavares onde o mesmo diz o seguinte:
"Eu não levo muito a sério essa letra. Era um desabafo brincalhão, uma provocação bem-humorada. Dividir o Brasil não salvaria o Nordeste, se ele continuasse sendo dominado por latifundiários, políticos corruptos, etc. Como proposta política a sério, seria ingênuo e impraticável. Mas o verso tem como propósito chocar, impactar, produzir polêmica, e, mais especificamente, dar uma injeção positiva na auto-estima do nordestino. Pra mim é só isso. Ivanildo leva estes versos mais a sério."
Escolhi 3 vídeos da mesma música, confira!!!
Ivanildo Vilanova Cantando, mas com imagens de internet, vídeo disponível na internet.
Elba Ramalho, cantando a mesma música, vídeo legendado e com imagens de internet
Vídeo de uma apresentação de Braulio Tavares, para o programa ENSAIO da Tv Cultura, em 2007
É isso ai!! Dia de chuva, folga, sem muita coisa pra fazer, pc já voltou "da oficina", então resolvi passear na net, afinal na rua não dava pra sair. Acabei encontrando um vídeo massa do Véio Lua. É um vídeo onde ele interpreta a música Samarica Parteira, de Zé Dantas (1973). Luiz Gonzaga tinha um grande diferencial que eram as interpretações em que ele contava uma história, sempre gostei muito. Gostei do vídeo então resolvi postar. Um abraço a todos, espero que gostem e comentem.
Hoje é um dia de muito de baião e muito forró aqui em Pernambuco, é que foi num dia como esse que em 1912 nasceu o grande Luiz Gonzaga, que para mim foi o maior artista popular que já existiu. Gonzaga, o rei do baião, foi um artista simples, que soube levar ao mundo todos os sofrimentos e alegrias vividos pelo povo do sertão, de um jeito que podia ser entendido por qualquer pessoa, até quem nunca foi no sertão.
Voz forte, "palavriado" sertanejo e sotaque presente mesmo depois de tanto tempo fora do sertão , foi assim que ele conseguiu marcar o seu lugar no cenário musical do Brasil, e mesmo depois de 21 anos de sua morte Luiz Lua Gonzaga, continua vivo na lembrança de todos e serve de referência quando o assunto é cultura sertaneja e baião, aqui tem uma outra postagem para quem quiser saber um pouco mais sobre Luiz Gonzaga.
Para comemorar hoje vai ter festa no pátio Asa Branca em Exu, cidade onde ele nasceu. Infelizmente eu nunca tive condições de ir até lá pra conhecer a terra de Luiz, mas faço planos de um dia ir, quem sabe no ano que vem, ou até mesmo no centenário do Rei?
E para matar a saudade nada melhor que um bom vídeo do desenvolvimentista, pai, criador e Rei do Baião, Luiz Gonzaga do Nascimento.
Hoje vou postar um vídeo de Luiz, mas vou substituí-lo em breve, por um vídeo que mostra uma apresentação de Luiz, em maio de 1984, num espetáculo realizado e gravado para uma emissora de televisão. A música mostrada é Asa Branca, de 1947, uma composição de Gonzaga e Humberto Teixeira, escolhi essa música porque para mim ela poderia ser a primeira parte do hino do sertão, a segunda parte do hino seria o "Retorno da Asa Branca".
Uma das formas de expressão cultural mais fortes da região do nordeste é, sem dúvida, a literatura de cordel. Apesar de ser um ponto forte daa nossa cultura muita gente ainda não sabe, ou sabe muito pouco, sobre o cordel. E por isso eu venho aqui hoje trazer um pouco sobre esta tão importante expressão da cultura nordestina.
Eu pessoalmente conheci a literatura de cordel, aos 8 ou 9 anos de idade, através de um tio meu que vendia revistas, e que de vez em quando me trazia uns cordeis. Quando eu começava a "ler" ele me interrompia e dizia: "Meu filho! O que você tem nas mãos não é um livro qualquer. É uma literatura de cordel, e não se lê desse jeito tem que ser cantada!"
Logo abaixo tem um pouco desse mundo tão fascinante.
Costumamos chamar de rei àqueles que têm o profundo conhecimento, ou habilidade, sobre alguma coisa em específico, e devido a isso existem muitos reis espalhados pelo mundo, é rei do futebol, da piada, de um gênero musical. E em meio a tantos reis vou falar hoje sobre um rei em especial: o Rei do Ritmo. Para uns, José Gomes Filho; Para muitos, Jackson do Pandeiro.
Ele nasceu em 31 de Agosto de 1919, em Alagoa Grande, na Paraíba. Sua mãe Flora Mourão, era cantora e folclorista de Pastoril e o batizou como José Gomes Filho. Uma curiosidade sobre a sua infância é que seu grande desejo era possuir uma sanfona, só que o instrumento era muito caro e sua mãe não pode comprar, dando-lhe então um pandeiro, instrumento que o consagraria anos mais tarde.
Aos 13 anos, devido à morte do pai, veio com a mãe e os irmãos morar em Campina Grande, onde começou a trabalhar como entregador de pão, mas também foi engraxate e fazia outros serviços. Na feira de Campina, entre um mandado e outro, assistia aos emboladores de coco e cantadores de viola.
De José Gomes a Jackson do Pandeiro
Uma das coisas que Jackson gostava era cinema, tendo preferência pelos filmes de faroeste, admirando muito o ator Jack Perry. Nas brincadeiras de mocinho e bandido com os outros garotos, José transformava-se em Jack, nome pelo qual passou a ser conhecido. Com 17 anos passou a tocar bateria no clube Ipiranga com José Lacerda, irmão mais velho de Genival Lacerda. A essa altura ele já era Jack do Pandeiro.
Na década de 50, foi morar no Recife e começa a se apresentar na Rádio Jornal do Commércio onde, por recomendação de um diretor da emissora passou a se chamar Jackson do Pandeiro, pois daria mais impacto ao pronunciar o nome no microfone.
De Pernambuco Para o Mundo
Foi através do sucesso obtido na Rádio Jornal que Jackson gravou seu primeiro compacto em 78 rpm, com o sucesso “Sebastiana”, de Rosil Cavalcanti; E depois gravou “Forró em Limoeiro” de Edgar Ferreira. E foi a partir daí que ele passou a ser visto como um artista popular reconhecido por sua ousadia, numa época de poucos improvisos tupiniquins, vindo a se tornar referência para artistas oriundos da classe popular quanto da classe média brasileira.
Em 1982, já com sessenta e três anos, sofrendo de diabetes, Jackson sentiu-se mal ao fazer um show em Santa Cruz de Capibaribe , mas não quis deixar o palco. Já estava enfartado mas continuou cantando, tendo feito ainda mais dois shows nessas condições, apesar do companheiro Severo, que o acompanhou durante anos na sanfona, ter insistido com ele para cancelar os compromissos: ele não permitiu. Indo depois cumprir outros compromissos em Brasília passou mal, tendo desmaiado no aeroporto e sendo transferido para o hospital. Dias depois, faleceu de embolia cerebral, em 10 de julho de 1982.
Abaixo estão dois vídeos sobre Jackson, o primeiro mostra ele interpretando o seu primeiro sucesso: Sebastiana, de Rosil Cavalcanti; o segundo vídeo é uma reportagem de TV que mostra algumas informações contidas nesse post, enriquecido com informações sobre Rosil Cavalcanti. Inté!